29 de mar de 2012

Entrevista no blog Rimas do Preto!

Atenção, atenção! Postagem relâmpago!!!


Confiram a entrevista que o Sandro fez comigo, lá no blog RIMAS DO PRETO!!!!

Sandrinho, adorei responder cada pergunta que vc elaborou...

Para ler a entrevista, clique AQUI.


Beijocas...


Câmbio, desligo!

28 de mar de 2012

Dois em um...

Imagem daqui
Olá queridos e queridas! Recebi dois memes, semana passada. Então, aproveitarei para postá-los numa mesma publicação.

Recebi esse meme do blogueiro Alexandre (do blog letras no divã).

Meme das onze coisas.
 
Regras:

* Escrever 11 coisas (aleatórias) sobre você no blog;
*Responder as perguntas que a pessoa criou para você e criar 11 novas perguntas para a pessoa que você indicar;
*Escolha as 11 próximas pessoas para responder e indique seus respectivos links no post;
* Vá às páginas e avise quem você indicou;
*Não volte o meme;
*Você tem que postar as regras

Onze coisas sobre mim:

1) Sou ansiosa
2) Tenho “mania” de ranger os dentes enquanto durmo. O nome disso é bruxismo.
3) Sou capaz de assistir ao mesmo filme incontáveis vezes, como se fosse a primeira.
4) Odeio acordar cedo!
5) Eu converso sozinha, o tempo todo! O.o
6) Sou uma professora exigente. Mas, não sou chata, garanto.
7) converso pelos cotovelos.
8) Sou cantora profissional, no chuveiro. Ninguém ganha de mim!
9) Sou chorona!!
10) Eu não sei contar piada. Pois quando conto, começo a rir descontroladamente.
11) Ainda acredito que a educação no Brasil irá melhorar. Sim, sou utópica!

Respondendo as perguntas do Alexandre:

1) Qual o seu autor nacional preferido?
Gosto muito da Clarice Lispector. Apesar dela não ter nascido no Brasil, veio ainda bebê. Então, brasileira de coração.

2) Com que frequência você acessa o seu próprio blog?
Hahahahah... todos os dias e aos finais de semana, o tempo todo!!

3) Qual o seu filme nacional preferido?
Querido estranho, com o Daniel Filho!

4) Uma música que você não enjoa nunca, mesmo que fique ouvindo-a por anos a fio.
Cristian Woman – Type O negative. Ouço quase todos os dias, nos últimos anos e não enjoo! Tem também Sweet dreams (are made of this) na versão do Marilyn Manson, que é outra música que ouço TODOS os dias.

5) Prefere ficção de fantasia e surreal ou ficção realista?
Ficção de fantasia e surreal.

6) Um sonho que ainda não tenha realizado? E um sonho de que você tenha aberto mão, por saber que não vai poder realizar?
Conhecer Paris, um sonho não realizado.
Abri mão de morar no exterior. De muitos anos para cá não penso mais, pois tenho outras coisas em mente e outras prioridades.

7) Quantos livros você lê por ano?
Eita, não sei dizer. Fiz as contas dos que li(contando com 3 que reli) ano passado, foram mais ou menos 30, entre livros impressos e Ebooks(contando com os da minha área de atuação. Uns eram bem “fininhos”, então não fico empolgada dizendo, “nossa como ela lê”! Aliás, gostaria de encontrar mais tempo para isso. Acho que muito disso é lerdeza.)

8) Quando é melhor pra ler um bom livro: no frio ou no calor?
No frio, claro. Odeio calor!

9) Já comprou um livro sem ter a menor ideia de como ele seria? O que te fez comprá-lo?
Não. Mesmo que eu não tenha lido, já havia ouvido falar. Mas, já comprei livros que me disseram que seria bom e no final eu não gostei tanto.

10) Se tivesse que escolher entre viver sem internet, televisão ou livros, de qual deles você abdicaria?
TELEVISÃO, sem dúvidas!!

11) Você arrisca ler novos autores ou prefere gastar com os bestellers?
Eu arrisco! De vez em quando encontro coisas muito boas.

Minhas perguntas, para vocês responderem:

1)    Qual seu seriado preferido?
2)    Qual sua comida predileta?
3)    Um filme que odiou?
4)    Qual seu ator e sua atriz preferidos?
5)    Você já pagou mico? Conte-nos como foi.
6)    Em qual estado você mora? Compartilhe uma gíria/expressão regional.
7)    Qual você prefere entre Twitter e facebook? Porquê?
8)    Costuma ler alguma revista? Qual?
9)    Qual seu atleta favorito?
10) O que você prefere, fazer algo e se arrepender, ou se arrepender por não ter feito?
11) Sente saudades de algo? O que?

Onze indicados a responderem esse Meme e às perguntas que formulei:
·  Sook

ATENÇÃO: O(a) blogueiro(a) indicado(a) não se sinta na obrigação de responder o meme. Faça somente se desejar. (essa observação é por conta da Joicynha) :)


Esse outro meme, chamado "Conheça o blogueiro" eu recebi da Ju, do Entre palcos e livros".
Imagem daqui

Sobre o blog:


1 - Quando surgiu a idéia de criar seu blog?
O dia eu não lembro, mas foi em 2009. Era uma espécie de fotolog. Eu não tinha muita idéia sobre essa questão de blogar. Acho que por isso que acabei abandonando-o pouco tempo depois.
2 - Origem do nome do blog.
O nome atual surgiu em setembro. Quando resolvi reativá-lo, foi por dica de duas grandes amigas, Juliana e Karla, amigas da vida real e acabei fazendo desse espaço um lugar onde falo de tudo o que me dá na telha.

3 - Você teve/ tem outros blogs além desse?
Não. Até criei um onde eu iria falar sobre questões da minha área de atuação, educação. Mas, desisti, pois percebi que aqui eu poderia falar sobre qualquer assunto! Aliás, nem ativei. O blog estava lá, mas adormecido... até algumas semanas atrás, quando excluí de vez.

4 - Já pensou em desistir alguma vez de seu blog?
Depois que reativei, nunca!

5 - Mande uma mensagem para os seus seguidores.

Bom, tenho os seguidores, que é aquele numerozinho que aparece aqui do lado direito e tenho os que, além de seguidores(do tal número), me acompanham com frequência. Para esses que estão sempre aqui, lendo(e muitas vezes comentando...) quero agradecer pela participação efetiva. Tenho aprendido muito com o blog. Aqui é um espaço onde recebo comentários de todos os tipos. O mais bacana é perceber que tenho conseguido lidar com a diversidade de pensamentos. Que possamos continuar com nossa parceria, durante muito tempo! Obrigada!!!

Sobre a blogueira: Joicy

1 - Uma música: no momento, Frühling In Paris, Rammstein.


2 - Um livro: vou falar do mais recente de lista, que está aqui ó “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel Garcia Marques)

3 - Um filme: Amo filmes, fica difícil escolher só um. Mas, já que preciso escolher, aqui vai um que eu amo demais: Nunca te vi, sempre te amei com(84 Charing Cross Road) Anne Bancroft, Anthony Hopkins.
.
4 - Um hobby: filmes e livros... filmes muito mais do que livros, eu confesso!!!!

5 - Um medo: Morte!!!!

6 - Uma mania: ranger os dentes(não sei se posso chamar de mania)

7 - Um sonho: Paris, aí vou eu!

8 - Não consigo viver sem: meu filho e meu maridonnn!!!!

9 - Tem coleção de alguma coisa? Sou professora, aí vc já imagina que eu coleciono qualquer tranqueira, principalmente papéis(segundo meu marido, eu acumulo lixo!). Hahahahah... brincadeira. Quer dizer, não é brincadeira. Ah, vcs entenderam. Então vamos responder com seriedade... FILMES... Eu coleciono filmes. Já tenho uma humilde DVDteca.

10 - Gostaria de fazer alguma pergunta para os próximos participantes? A Ju me perguntou o que mais gosto em meu blog. Então eu respondo. Adooooooro os comentários recebidos, claro! E minha pergunta é: O que lhe chama atenção no Umas e outras?

Indique 10 blogs para fazer esse meme:

ATENÇÃO: O(a) blogueiro(a) indicado(a) não se sinta na obrigação de responder o meme. Faça somente se desejar. (essa observação é por conta da Joicynha) :)
 

24 de mar de 2012

Confesso, tenho medo!

Essa coisa de blogar é interessante. Eu havia começado a escrever texto abaixo para ser publicado há alguns dias. Mas, como o danado do meu blog me faz sentir vontade de postar sobre um tantão de coisas, resolvi falar à respeito da velhice, pois surgiu a oportunidade, como expliquei na postagem anterior. Assunto, que por sinal, rendeu vários comentários maravilhosos. Foi muito bom ler todos vocês. :)

Ok! Parangolés explicados, vamos voltar ao texto atual. Após a penúltima postagem que publiquei no Umas e outras "Quando o coração diz que está com saudades...", onde falei sobre a perda de um grande amigo, lendo os comentários e relembrando os momentos que passei quando Flávio faleceu, me peguei refletindo um pouco(ou seria muito?) sobre uma questão que a maioria das pessoas têm grande dificuldade em lidar, a morte.

Confesso que até certa idade eu sempre dizia que a morte não me amedrontava. Acho que isso se dava porque eu ainda era muito novinha e, de uma forma ou de outra, em meu inconsciênte, sentia que ela ainda estava longe de mim. Claro, tudo isso olhando pela ótica do ciclo natural da vida(que nem sempre acontece como desejamos e esperamos). Sim, eu sei que a vida nem sempre segue essa ótica, mas quem iria me dizer o contrário? Afinal eu era adolescente e só conseguia pensar que viveria longos anos. Deem um desconto, pô!! :)

A questão é que as coisas mudaram, quando meu filho nasceu. Aliás, minha forma de encarar as coisas mudaram. Se antes eu dizia que a morte não me metia medo, depois que Gustavo nasceu eu só conseguia pensar que essa dona me assustava muito. Eu tinha(e ainda tenho) muito medo de perder as pessoas que amo. Mas, também, passei a ter grande medo de morrer. E olha que nessa época eu ainda era muito jovem. Meu filho nasceu quando eu estava com 23 anos.

Deixe-me contar uma experiência. Quando sofri um acidente de moto, em 2009, no momento em que perdi o controle e caí de encontro ao chão, fiquei inicialmente com uma grande falta de ar. Naquele momento, sem fôlego a única coisa que eu conseguia tentar dizer para o rapaz que parou o carro imediatamente para me socorrer foi "me ajuda" (mas, em minha cabeça, era como se eu estivesse dizendo "não quero morrer"). Depois do susto(sim, eu tive escoriações/queimaduras que me fizeram sentir muita dor e uma fratura na escápula. Mas, como dizem, dos males os menores), vi que a coisa não havia sido tão grave assim, mas, naquele comecinho o medo esteve presente de forma quase palpável.

Imagem daqui
Quando falo desse medo da morte, não relaciono, aqui, às questões espirituais. Não me refiro ao que pode ou não acontecer depois. Aliás, para falar a verdade, nem me pego pensando nessas questões. Para mim, o bicho pega pelo simples medo de morrer mesmo. Pode parecer egoísmo, mas não consigo imaginar como seria o mundo sem mim(Não riam... é sééééério!!!). Não, não estou dizendo isso de forma prepotente, imaginando que os outros jamais sobreviveriam sem mim. Mas, doi muito pensar que mais cedo ou mais tarde deixaremos de fazer parte da vida do outro. Lembro-me quando estava conversando com um querido amigo, Custódio Gonçalves, que me disse o seguinte "Joicy, aproveite cada momento de sua vida, pois no momento em que você morrer, é como se o universo estivesse acabado também, pois você é seu universo". Parece algo egocêntrico, né? Mas, faz todo o sentido. Afinal, meu universo só existe porque eu existo. Sem mim? Ele já era, bebês!

Imagem daqui
Enfim, a morte é uma danada que me faz tremer pelas tabelas. Quando meu filho nasceu eu sempre falava que desejava viver muito para poder vê-lo se tornar um adulto independente. Quando ele for adulto, quero viver muito para ver os filhos dele(se desejar tê-los) se tornarem adultos... e assim por diante. Como diz minha sogrinha, não serei exagerada dizendo que desejo viver até os 100 anos. Sou humilde. Viver até os 99 anos de idade já está de bom tamanho pra mim. *--------*

Como disse o poeta, Mário Quintana, "Morrer, que me importa? O diabo é deixar de viver!"

Beijinhos...

Câmbio, desligo!

18 de mar de 2012

Velhice... será?

Olá, queridos e queridas da blogosfera, câmbio!

Como é engraçada essa questão de idade, né?

Ontem, marido e eu fomos num showzinho de metal, aqui em Gyn. Evento underground que sempre acontece. Como era de se esperar, encontramos a "galera das antigas" que sempre se reúne nesses eventos. Ficaram relembrando os velhos tempos(alguns chegam a ser bastante nostálgicos, outros apenas aproveitaram para recordar mesmo). Estavam presentes também, como era de se esperar, os mais 'jovenzinhos', que começaram a "curtir o som" há pouco. É legal ver essa diversidade.

Lá eu ouvi uma coisa bem interessante. Um rapazinho virou para o outro e disse com uma voz séria "cara, espero que quando eu for um velho de 40 anos, ainda esteja ouvindo muito metal". O moleque parecia ter uns 18 anos.

Foi então que fiquei lembrando que ainda "ontem" eu também tinha a idade daquele rapaz. Que daqui 6 anos e 4 meses terei 40 anos... e que será logo, pois como sabemos, o tempo passa rapidinho. Mas, e aí, estarei velha? Por isso que tudo depende da vista à partir dos vários pontos, né? Ei, não estou fazendo propaganda contra o "envelhecimento", ok? Leia até o final para não tirar conclusões precipitadas.

Vamos lá então! 

Essa situação me fez recordar uma conversa que tive com minha sogra e marido, há algum tempo. Ela estava relembrando de uma historinha que aconteceu com o Ricardo(acho que é a primeira vez que cito o nome dele aqui. Lembro que um dia o amigo Ricky Oz  me perguntou se o nome do meu marido era MARIDO. Tipo, se eu chego em casa e digo "e aí marido, como foi seu dia de trabalho?"... Ricky, seu trollador! hahahaha. Então, hoje, apresento oficialmente "Ricardo, essa é a blogosfera... blogosfera, esse é o Ricardo/marido!")... foco, Joicy, foco... continuando, a sogra estava contando que quando o Ricardo tinha 18 anos, foi ao oftalmologista com intuito de fazer uma cirurgia para não precisar mais usar óculos. Foi então que o "dotô" disse à ele que seria desnecessário, principalmente porque o "grau" que ele usava não era tão alto(mas, precisava usar os óculos constantemente, para evitar aumentar com o tempo) e quando se aproximasse dos 40 anos, provavelmente não precisaria mais usa-los. Sabe qual foi a resposta abusada do marido? "Ah, quando eu chegar nos quarenta já vou tá velho, aí nem vou me preocupar com usar ou não os óculos". Que danado!!!

Atualmente rimos demais com essa fala, pois ele estava comentando justamente sobre a questão do ponto de vista. Vejam que ironia. Daqui 5 anos ele fará 40 anos e não se sente o "velho" que citou há 16 anos. 

Foi então que fiquei pensando com meus botões que realmente precisamos rever nossos conceitos. Essa meninada(todos passamos por essa fase) precisa parar de ter uma visão tão limitada de velhice, pois o triste não é chegar aos ENTAS da vida... triste é ter uma alma que não deseja viver e isso acontece com muitos que ainda estão na casa dos 20/30 anos(conheço muitos "velhinhos" que ainda estão 'só' com vinte e poucos anos de idade). 

Detalhe, quando eu digo viver, NÃO estou me referindo às farras e afins(apesar de Joicynha gostar muito dessa parte! hihihihi). Me refiro a aproveitar todos os momentos que a vida nos oferece, ok?


Beijinhos...

Câmbio, desligo!



13 de mar de 2012

Quando o coração diz que está com saudades...

Eu tenho um grande amigo chamado Flávio Henrique... quer dizer, eu tive um grande amigo chamado Flávio Henrique. Amizade desde o tempo em que éramos adolescentes. Desde o início nasceu uma grande amizade que durou quase 20 anos. Éramos inseparáveis! Como diz o ditado, éramos 'unha e carne'. Nessas quase duas décadas viemos, no mesmo período(eu vim um pouco antes), para Goiânia. Continuávamos muito ligados. Tínhamos a mesma paixão pela música. Cantar, cantar, cantar... Ele era dono de um tenor maravilhoso. Eu? Bem, eu era(sou) dona de um soprano não tãããão maravilhoso quanto o tenor dele, mas, dava para o gasto. Depois de um tempo, cada um seguiu seu caminho, com direito a alguns telefonemas de vez em quando e alguns encontros "ao acaso" aos finais de semana. Nos distanciamos... mas, só fisicamente. A vida de gente grande tem dessas coisas, infelizmente. 
Há pouco mais de 3 anos ele me ligou e disse que tinha uma doença grave. Desmoronei completamente! Eu que deveria ser forte, fui consolada por quem necessitava, naquele momento, ser consolado! Fui visitá-lo várias vezes. Estávamos confiantes com a recuperação. Contudo, as coisas ficaram difíceis para ele. Mas, por ser tão querido, tinha várias pessoas que torciam por ele, ao lado, principalmente sua família. Sua mãe(grande amiga de minha mãezinha) foi uma GUERREIRA! Fui visitá-lo no início de novembro de 2009. Alguns dias depois me ligaram avisando que ele não estava NADA bem. A frase que recebi e que JAMAIS esquecerei foi, "Joicy, seu amigo está nos deixando". Cheguei no hospital 15 minutos depois dessa ligação, com a esperança de que fosse um alarme falso. Acreditando que ainda poderia falar com o querido Flávio. Ele já havia partido. Inacreditável! Sim, essa foi a palavra que veio à minha cabeça. Pois, a gente sempre quer acreditar que as coisas irão melhorar... Acho que o nome disso é esperança. Mas, nem sempre nossa esperança se completa do jeito que desejamos! Infelizmente...
No entanto, vocês devem estar se perguntando porque resolvi escrever sobre algo tão triste, mas o motivo é simples. Essa noite, sonhei com o Flávio. Dois anos e quatro meses depois de me despedir definitivamente dele, tive meu primeiro sonho com meu amigo. Sonhei que estávamos num parque que fica atrás do meu prédio, sentados na grama, à beira do lago. Não me recordo o que falávamos(ou se falávamos algo). Nem sempre me recordo de meus sonhos. Mas, o assunto deveria ser divertido, pois gargalhávamos muito. Acordei com um misto de alegria e tristeza... com o peito apertado... com um nó na garganta. Acordei com algo que só conseguia definir como saudade. Sim, saudade! Aqui, outra palavra. Então, recordei-me de uma poesia que gosto muito, do Pablo Neruda.
Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
Imagem daqui
Então é isso... sem muitos rodeios, finalizo meu post.
Beijinhos...
Câmbio, desligo!!

8 de mar de 2012

Todos os dias eu sou mulher!!!!!

Dia internacional da mulher, o mundo todo está dizendo isso. Alguns acham que não há muito o que comemorar, outros acreditam que devemos sim. 

Eu acredito que todos os dias são nossos. Se há o que comemorar? Bom, aí são outros quinhentos!

Muitas conquistas aconteceram, para a mulher. Porém, ainda há muito, muito, muito para evoluir. É fato que devemos refletir bastante sobre como a mulher tem sido vista e tratada, não só no Brasil, como no mundo. Mas, sacomé, né? Vamos comemorar também por nossas conquistas diárias e lutar pelas mudanças necessárias.

Não tenho muito o que dizer. Então, resolvi deixar para vocês a letra de uma música que gosto muito.

Pagu

Rita Lee

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!...
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Uh! Uh!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Uh! Uh!...
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...(2x)
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Taratá! Taratá!...


Ouça:

Apesar de gostar muito da vovó do Rock nacional, Rita Lee... adoro essa música na voz da Maria Rita, filha daquela grande cantora, Elis Regina(Claro que vocês sabem de quem eu falo, só queria reunir um "cadim" de mulheres maravilhosas, em um único parágrafo).
Fico por aqui.
Beijinhos...
Câmbio, desligo!!

6 de mar de 2012

Língua portuguesa... sua danada!

Eu nem iria fazer postagem hoje. Mas, como sou uma pessoa "agoniada" por natureza, tem certas coisas que eu PRECISO compartilhar!

Algumas coisas são, realmente, engraçadas. Essa tal comunicação, é fantástica! Sem dizer que a língua portuguesa nos prega cada peça!!!!

Antes de trazer um fato engraçado que me aconteceu hoje, deixe-me situá-los. Sou professora, vocês sabem. Pela manhã, durante algumas aulas, eu faço atendimentos individuais com crianças que têm dificuldades de aprendizagem. A maioria ainda está no processo inicial de leitura e escrita(algumas com dificuldades mais sérias.). 

Pronto, já situados, deixe-me relatar o acontecido de hoje, que me fez rir TANTÃO. 

Imagem daqui
Estava Joicynha, com uma aluninha, fazendo o atendimento individual. Uma das atividades(não vou me estender sobre o desenvolvimento da atividade, para não "esticar" demais a prosa aqui.) que ela deveria fazer dizia mais ou menos o seguinte "Leia as palavras abaixo e faça um desenho para ilustrar cada uma delas". Como ela ainda apresentava dificuldade para fazer a leitura, precisei "dar um empurrãozinho", lendo com ela. Depois que a criança terminou de fazer a atividade, um desenho em específico me chamou à atenção, pois não consegui compreender. Olhei, olhei, virei a folha, olhei de novo, coloquei o desenho de cabeça pra baixo, mas nada fez com que eu compreendesse. Foi então que eu perguntei, "Você se lembra da palavra que nós lemos, para você fazer esse desenho aqui?"(apontei para o desenho) A pequena disse "sim... era a palavra patinha" e eu perguntei "e o que você desenhou?", ela respondeu, "ué(com tom de "dããrr!!"), eu desenhei uma patinha(pausa)... de cachorro". 
Não consegui me controlar e caí na gargalhada(não tão escancarada, como de costume. Foi mais contida.). Tadinha, ela olhou pra mim sem entender nadica de nada. Foi aí que eu expliquei: "Não se preocupe, você fez certinho... a prô que entendeu errado, pois, PRA MIM, essa patinha aqui(apontei para a palavra), era a fêmea do patinho. Mas, a sua patinha também está correta". Aí, é claro, aproveitei para trabalhar a questão das palavras que têm mais de um significado. 
E não é que depois dela ter me dito o que havia desenhado, eu vi que realmente era uma patinha de cachorro!? O problema estava em meu olhar e em minha cabeça, que só conseguia pensar na "Pata do Pato". Mas, não a pata que o pato usa pra andar e sim a pata que o pato quer pra namorar(ih, rimou!), oras bolas! hihihihi... Há momentos em que a gente "empaca", né? Viver olhando dentro de um quadrado, sem pensar nas possibilidades é complicado. Às vezes precisamos de um empurrãozinho ou ao menos de força de vontade para não acharmos que nossos conceitos são os únicos que existem na face da Terra. Tá, viajei!!! Pronto, voltei... foco, Joicy, foco!

Saindo das divagações e voltando à questão das palavras, foi então que ao fazer as anotações sobre o desenvolvimento da aluna, ao final da aula, entre risos e "escrevinhações", fiquei pensando em como nossa língua é complicada.  Com isso, me lembrei de um episódio(já viram que sou dessas, né?) que aconteceu com a conhecida(acho que é "parenta") de uma colega de trabalho(a queridona Kênia). Inclusive, eu já havia comentado sobre esse relato, no RostoLivro, há algum tempo. Toda vez que me lembro, choro de rir. Como diria o filósofo Chicó, "eu não sei, só sei que foi assim"

A conhecida dessa minha amiga veio passar alguns dias em Goiânia(na cidade grande). A moça que não estava acostumada com o trânsito caótico de GynHellCity, chegou na faixa de pedestre e ficou esperando os veículos pararem para ela poder passar. Espera, espera, espera e nada! Depois de um tempo parada 'igual dois de paus' passou um motociclista que gritou para ela "APERTA O BOTÃO!!!"(o rapaz se referia à botoeira do semáforo, que aciona o sinal vermelho para os veículos). Mais que rapidamente ela virou para o rapaz e gritou, toda revoltada, "VAI VOCÊ!!!! APERTA O SEU!!!!". kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... peraí, peraí... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Xééééézuis! 

Essa língua portuguesa é danada, ou não é??? Arre!!!!!

Como diriam os Goiânos, "Ah nemmmm!!"...

Beijoquinhas!!

Câmbio, desligo.

4 de mar de 2012

Adélia Prado... Femina!

Imagem daqui

 hahahahahaaha, estou aqui, gargalhando sozinha! 

Deixa eu explicar!! Sabe quando você resolve pegar aquele livro que já leu e releu várias vezes? Pois é, aconteceu comigo. Resolvi "desenterrar" meu Filandras, da siá danada mineirinha Adélia Prado.

Arquivo pessoal.
Mas o motivo de minha risada não foi o livro em si, apesar deste já ter me tirado altos risos e sorrisos. O que me fez sorrir abertamente foi o seguinte... mas, antes, deixe-me falar de como comecei a ler Adélia. No início de 2007 ganhei o livro citado acima, Filandras, da queridíssima Cleide Soares Lopes(como eu disse uma vez, para ela, é uma professorinha do barulho... maluca! Mas, tão maluca que às vezes me pergunto se ela é desse Planeta... Adooro!). Foi um super presente, que amei demais e tanto quanto os contos contidos nessa obra literária, gostei também da dedicatória que a danadinha Cleide escreveu para mim, na primeira página do livro. Amo dedicatórias, nos livros que ganho de presente. Gosto, pois ali ficam marcadas para sempre, palavras super pessoais que expressam determinado momento. 

Então, aqui começa o motivo dessa postagem. Pois, hoje, ao abrir na primeira página do livro Filandras, [re]li a dedicatória que dizia o seguinte:
Arquivo pessoal.
         Joicy,
       Lindinha, estou certa de que este será o primeiro Adélia Prado de sua coleção. Apaixonante!
      Das 43 histórias deste, 7 são imperdíveis: Femina, O Guerreiro Tribal, Janelas, Corpo, Teses, Dona Doida e uma que tem o tom de sua voz: De Afrodisíacos.
     Melhor que "ler" as histórias é contá-las. Estou pondo em prática os exercícios de postura de voz.
                                                   Boa leitura,
Cleide 
Quando li que o título 'De Afrodisíacos' tinha o tom de minha voz, fiquei pensando, será que minha amiga sapeca quis dizer que eu tenho voz de atendente de tele sexo? hahahaahha... mas eu sei que NÃO era isso gente. Tenho certeza que NÃO! (ou sim?) É que voz de Joicynha é assim... tipo... ahhh deixa pra lá! Mas, é boa de ouvir(falsa modéstia aqui não, rapá! hihihihi ... será por isso fui eleita juramentista da turma, quando formei? Teve até "concurso". Sério! Com 5 candidatas. Sim, só as meninas se candidataram. Eu estava um pouco acanhada(??). Tá bom, só um pouquinhozinho acanhada! Com o incentivo de alguns colegas da minha turma, então, perdi a vergonha(???) rapidinho... rsrs). Ah, vamos voltar ao assunto. Foco, Joicy, foco!!! Depois de [re]ler o que minha amiga escreveu para mim, fiz questão de me esbaldar mais uma vez com os contos citados acima e outros mais. Enquanto lia, dava altas risadas com a danada Adélia, dona de uma escrita gostosa, que expõe coisas do cotidiano, apresentando-nos personagens maravilhosos!

Para finalizar, colocarei aqui um dos contos que minha amiga listou, Femina. Este é primeiro texto do livro e gostei demais. Leiam e se deliciem!!
Femina
Adélia Prado

A Ivete ligou dizendo-se preocupada com a Ester deprimida demais. Grande novidade, deprimido na minha família, já sabia. Está amolada, diz ela, porque os filhos não deixam mais os meninos pra ela vigiar, achando que está velha, não aguenta mais o batente. Imagina, ela disse, criei os filhos e não aguento dois netos? É claro que não está deprimida por causa disto, está é sofrendo daquela doença ingrata, a de mil sintomas de total gravidade e gravidade nenhuma, porque nem é doença, é menopausa, um "meno male", afinal. Não tem cura, é democrática, nos põe os olhos levemente aflitos, buscando na ex colega de escola a nossa imagem perdida, a doente sem doença, como me chamou o doutor. Também arrumei agora uma cabeça zonza, a ideia exata de ter um parafuso frouxo, ou, no meu caso, apertado demais, me dói as articulações dos maxilares, como se eu tivesse um cabresto. Várias vezes por dia fico de boca aberta para ter um descanso. Não acho graça em quase nada, em dez minutos esgoto qualquer passeio e quero voltar para meu quarto. O homeopata - será que escarnecendo de mim? - Falou: Olha, dona Afonsa, nada de hormônios. Envelhecer é isto mesmo, a gente vai se mineralizando, chegou a dizer o que - no pensamento dele - é de uma lógica brutal, que a osteoporose é sinal de progressiva espiritualização. Pior é que concordo: "Tu és pó e em pó te tornarás", somos cinzas, caminhamos no inverso sentido de uma fênix. Deveras, dá muita paz não relutar contra o destino, fatalidades repousam. Em minha casa diziam "velha saliente: está na hora de pegar um rosário e ainda caçando indaca de namoro". Estava grosseiramente certo, mas certo em todo caso que os marqueteiros da terceira idade. A velhinha dizia na televisão, a velhinha da romaria, temos que sofrer neste mundo, a cara quase infantil, cara de criança, de velha feliz, com mais estrada que o mapa, velha para um pintor, com só uma coisa nova, os seus entrepernas, velhinha que namora e casa outra vez, sabe como? Sabina vai pensar que a estou criticando por tingir o cabelo, não é nada disso, juro que não. Só tento dizer que a alma não envelhece, mas é quase impossível que me entenda. Levar um pensamento até o fim é como colocar n'água um bastão, sua imagem entorta na hora, ainda que ele continue direito na sua concreteza. Afinal, afinal nada, porque nada tem fim, muito menos o sofrimento do mundo.

 Com este conto, finalizo então minha postagem.

Ps. Quero agradecer à todos que estão sempre por aqui, comentando. O blog está cada dia sendo mais visitado e comentado. O que mais me deixa feliz, é perceber que a grande maioria realmente lê meus escritos deixando um bocadinho do que pensam em seus comentários aqui no "Umas e outras..." e com isso tenho aprendido muito. Estou retribuindo todas as visitas, com carinho. 

Beijinhos...

Câmbio, desligo!!!!