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| Imagem encontrada através do papai "gúgol" |
Então,
vamos ao assunto!?
Em
algumas postagens minhas, recebi comentários de alguns amigos,
falando que não tiveram incentivo à leitura desde a infância. Com isso, há dias
venho sentindo vontade de socializar com vocês como se iniciou meu contato com
o universo literário.
Segue
abaixo, um relato que fiz para o curso Pro-Letramento. Para quem não sabe do
que se refere esse curso, vá ao site do Mec - Pró-Letramento.
O
texto abaixo foi retirado de meu Memorial Descritivo, trabalho este que foi feito
durante todo o curso e entregue ao final.
Nesta
parte do Memorial, eu deveria relatar minha história de leitura. Foi aí que
resolvi fazer o relato de um relato(confuso?)... a questão é a seguinte, eu já
havia feito algo parecido na faculdade. Com isso, resolvi socializar o que me aconteceu
naquela época, em uma aula específica. Pois, ali estava minha história. Segue, com
algumas modificações que achei pertinentes para postar aqui:
Há alguns anos, quando eu ainda
cursava o segundo ano(2002) da faculdade de Pedagogia (FE - UFG), minha professora
de língua portuguesa pediu à turma que cada aluno contasse sua história de
leitor.
Inicialmente fiquei muito
frustrada ao ouvir os relatos de meus colegas, pois muitos deles se lembravam
de como aprenderam a ler e do estímulo que recebiam de suas famílias, enquanto
eu, não conseguia lembrar sequer o nome da minha primeira professora, nem dos
momentos em que tive acesso aos livros em minha infância.
Mas, com o passar dos minutos e
quase chegando minha vez de compartilhar fui me recordando que, quando eu tinha
13 anos, precisei freqüentar a biblioteca Municipal da cidade onde eu morava
para fazer uma pesquisa escolar.
Lembro-me de ter ficado
boquiaberta com tantos livros e acabei esquecendo de fazer a pesquisa.
Vasculhei os livros literários
que eu já havia ouvido falar e outros mais que eu nunca tinha visto na vida.
Me recordo que peguei o livro
“Memorial de Aires” de Machado de Assis e comecei a ler imediatamente. Se hoje
me perguntarem o que me lembro do livro, não saberei responder muitas coisas,
mas não me
esquecerei jamais do casal de velhos. Não consegui ler tudo no
mesmo dia, mas, quando chegou a hora de ir embora escondi o livro bem no canto
de uma prateleira, para não correr o risco de perdê-lo de vista para o dia
seguinte. Tempos atrás uma pessoa me perguntou como eu havia conseguido “tomar
gosto” pela leitura com um livro “tão ruim” como esse. Eu simplesmente
respondi, “eu gostei... ponto final! Não acho que exista um porque! É algo muito subjetivo!!”
O que mudou
radicalmente, depois
dessa descoberta, foi que eu sempre dava um jeito de inventar uma
desculpa para a mamãe,
de que eu precisava ir até a biblioteca fazer alguma coisa para a
escola(na verdade era só uma desculpa, para poder ler, ler e ler, pois
lá era o único lugar onde eu tinha acesso aos diversos e maravilhosos
livros.
Joicy, sua danadiiiinha!). Mamãe nunca disse “não”, pois se o assunto
era
estudar, ela liberava!(risos)
Posso dizer de maneira convicta
de que minha paixão por livros iniciou-se ali. Com O Pequeno Príncipe, As reinações
de Narizinho, todos da coleção Vaga Lume, e mais tantos outros...
Até hoje sou apaixonada por esse universo!
Leio muitos livros da minha área de atuação (educacional), já li e leio muitos
lidos intitulados por alguns como “culturetes” (Clássicos brasileiros e
internacionais), mas, também gosto muito de ler livros de diversos autores que
são tidos por muitos “Cults” como cultura inútil e fútil (Todos da Marian
Keyes[Melancia é meu favorito.. a Claire é hilária!], já li vários do Sydney
Sheldon[simmm... ok?], muitos da J. R. Ward (não vivo sem os vampiros da Irmandade da Adaga
Negra)...) e muitos outros Best Sellers. Amo ter livros impressos. Sou apaixonada
pelo cheiro de livro novo e também vou bastante à sebos(o bolso agradece!).
Tenho uma paixão que iniciou-se há alguns anos, que são os Ebooks***, principalmente
dos livros que ainda não foram lançados por nenhuma editora do Brasil, pois, o
vício acaba não permitindo que eu espere tanto tempo para poder lê-los,
restando somente a possibilidade de ler em formato Ebooks, geralmente traduzidos
por algum grupo de voluntários(pois meu inglês NÃO vai tão bem, obrigada!).
Porém, tão logo a maioria desses livros foram lançados por aqui eu
imediatamente dei um jeito de comprar e continuarei assim fazendo(sim, sou uma
consumista, qdo o assunto é esse... já falei sobre esse meu vício por aqui).
Imagem encontrada através do papai "gúgol"
Meu atual livro de cabeceira é A insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera (né José Bruno e Joyce Pretah?). Outro
que está 'debaixo do travesseiro' se chama Pulp, do Bukowski. Há algum
tempo que ando coladinha com velho safado... gosto "so much".
Ah, estou fascinada pelo universo HQ. Encontrei um tempinho em minha agenda de final de ano para ler The Walking Dead, graças ao amigo Jacques do blog Relativa Seriedade.
Ah, estou fascinada pelo universo HQ. Encontrei um tempinho em minha agenda de final de ano para ler The Walking Dead, graças ao amigo Jacques do blog Relativa Seriedade.
*** Comecei a ler Ebooks numa época em que fiquei muito tempo afastada do trabalho(clavícula quebrada e escápula fraturada), pois os livros e filmes que eu tinha em casa não foram suficientes
para me segurar. Então, para passar o tempo, precisei recorrer aos
Ebooks. Depois disso, sempre recorro aos livros digitais, apesar de
ainda preferir os impressos. :)
Enfim, é isso!!!
E você? Como
iniciou sua história de leitura? Conte-nos!!
Vou me despedindo
de vocês, com um forte abraço e muitos beijinhos...
ATENÇÃO! Depois de quase 3 horas que postei esse texto, o amigo José Bruno compartilhou comigo sua postagem, com título homônimo ao meu. Achei lindo e indico para vocês. É só irem lá no SublimeIrrealidade.
ATENÇÃO! Depois de quase 3 horas que postei esse texto, o amigo José Bruno compartilhou comigo sua postagem, com título homônimo ao meu. Achei lindo e indico para vocês. É só irem lá no SublimeIrrealidade.
Câmbio, desligo...

